O
clínquer, matéria prima básica do cimento, resulta da queima de calcário e
argila que utiliza os combustíveis fósseis que, como todo recurso natural,
contém metais pesados. Atualmente, a utilização de resíduos de alto poder
calorífico tende a substituir os combustíveis fósseis. Esses resíduos podem
igualmente conter metais pesados. Os elementos metálicos introduzidos no forno
de produção de clínquer são fixados no clínquer em quase sua totalidade e
incorporados no cimento. Da fração eventualmente volatilizada, uma parcela é
retida nos filtros e outra constituirá os efluentes gasosos. Esta pesquisa
analisa os metais pesados mercúrio(Hg), tálio(Tl) e chumbo(Pb) através de um
balanço de massa considerando a entradas e saídas desses metais no
co-processamento de resíduos industriais em fornos de produção de clínquer.
terça-feira, 8 de março de 2016
sábado, 29 de junho de 2013
Cidade e Cidadania
Sociedades vivem em cidades e “cidade” é o lugar onde deve concentrar
ofertas de serviços de infra-estrutura urbana, culturais e de consumo reunindo neste
espaço diversas atividades humanas.
Já o termo “cidadania” abrange as implicações decorrentes de uma vida em
sociedade, ou seja, pressupõe valores sociais que determinam ao indivíduo um
conjunto de deveres e direitos. Logo, cidadania é o direito de ter direito.
A cidade deve aportar espaços de viver, habitar, apreender, trabalhar, morrer, desenvolver, de tempo perdido, de memória e esperança. Nossas emoções dependem disso, sobretudo dos lugares onde passamos nosso tempo. As cores, as luzes, a organização do ambiente urbano podem nos estimular a criatividade, mas também passar solidão, tédio ou desconforto.
Aspectos permanentes determinam um modo de vida característico dos cidadãos de um lugar. Portanto, cidade não é cenário. Casa, espaço de vivência coletiva, cidade é a identidade de um cidadão que a constrói, cuida e age a cada dia.
A gestão pública que a administra deve ser integrada e aportar instrumentos, ferramentas e equipamentos para promover o bem estar e saúde do cidadão através dos serviços que lhe compete, por exemplo, o saneamento ambiental, transporte público, segurança pública, a promoção do trabalho e distribuição de renda. Ainda, cabe a gestão fomentar estratégias de desenvolvimento que integrem o patrimônio histórico e a necessidade emergente funcional do lugar, a gestão ambiental e territorial.
As ruas, por exemplo, como espaços de vivência coletiva, devem ter paradouros de ônibus, telefones públicos, floreiras, lixeiras e os containeres de lixo. É freqüente ver estes equipamentos sem qualquer cuidado e integração com a paisagem, além da falta de segurança e limpeza destes espaços e dos elementos urbanos. Muitas vezes o indivíduo não se percebe da degradação ambiental de convívio urbano e assim vive-se alheio, sem sentimento e emoção. Excluídos da sociedade e do lugar a qual é inserido.
As Conferências das Cidades, como aconteceu na semana passada em Caçapava do Sul, promove uma gestão democrática e participativa dos cidadãos, seja pelos representantes das organizações e movimentos sociais, permitindo a sociedade refletirem e deliberar sobre o direito à cidade.
A cidade deve aportar espaços de viver, habitar, apreender, trabalhar, morrer, desenvolver, de tempo perdido, de memória e esperança. Nossas emoções dependem disso, sobretudo dos lugares onde passamos nosso tempo. As cores, as luzes, a organização do ambiente urbano podem nos estimular a criatividade, mas também passar solidão, tédio ou desconforto.
Aspectos permanentes determinam um modo de vida característico dos cidadãos de um lugar. Portanto, cidade não é cenário. Casa, espaço de vivência coletiva, cidade é a identidade de um cidadão que a constrói, cuida e age a cada dia.
A gestão pública que a administra deve ser integrada e aportar instrumentos, ferramentas e equipamentos para promover o bem estar e saúde do cidadão através dos serviços que lhe compete, por exemplo, o saneamento ambiental, transporte público, segurança pública, a promoção do trabalho e distribuição de renda. Ainda, cabe a gestão fomentar estratégias de desenvolvimento que integrem o patrimônio histórico e a necessidade emergente funcional do lugar, a gestão ambiental e territorial.
As ruas, por exemplo, como espaços de vivência coletiva, devem ter paradouros de ônibus, telefones públicos, floreiras, lixeiras e os containeres de lixo. É freqüente ver estes equipamentos sem qualquer cuidado e integração com a paisagem, além da falta de segurança e limpeza destes espaços e dos elementos urbanos. Muitas vezes o indivíduo não se percebe da degradação ambiental de convívio urbano e assim vive-se alheio, sem sentimento e emoção. Excluídos da sociedade e do lugar a qual é inserido.
As Conferências das Cidades, como aconteceu na semana passada em Caçapava do Sul, promove uma gestão democrática e participativa dos cidadãos, seja pelos representantes das organizações e movimentos sociais, permitindo a sociedade refletirem e deliberar sobre o direito à cidade.
Publicado impresso no dia 28junho2013 na Gazeta da Caçapava
Transferindo problemas
Uma reflexão interessante para a semana de meio ambiente pode ser voltada à
questão do lixo. Ele está solto em qualquer parte do planeta Terra e tem sido
freqüente nas mídias a descoberta do “sétimo continente” localizado no Pacífico
entre o Havaí e o Estado americano da Califórnia. Em vasta área, milhões de
tonelada de lixo formam uma ilha de detritos de plásticos que concentrados em
forma de placa flutuam no oceano. Cientistas começam a estudar esta ilha e seus
impactos. Os plásticos são provenientes das correntes da costa marítima após
serem carreados pelos rios, córregos, arroios... Por estar longe da costa dos
países da região, nenhuma nação a toma como responsabilidade para solucionar o
problema.
Um cidadão, no simples ato de se livrar de um papel que envolve um doce, por
exemplo, já é um contribuinte para que esta ilha se forme. Um papel de bala
solto se junta com outros materiais inadequadamente dispostos. Estes vão se
acumulando nas ruas, nos terrenos baldios, nos estacionamentos, nas escolas e
áreas públicas, nas estações rodoviárias, nas estradas e locais de destinação
dos mesmos. Nestes locais, eles permanecem até serem removidos ou transportados
pelo vento ou pela chuva atingindo a drenagem urbana e daí serem transportados
nos condutos, arroios, rios, lagos até atingirem a foz dos rios ou orla dos
oceanos e assim entrando nas correntes marítimas.
Este lixo é constituído de garrafas, embalagens, envelopes, sacolas de compra, embalagens, de partes de cigarro, partes de carros, colchões velhos, restos de construção... enfim... de tudo aquilo que as pessoas querem rapidamente se desfazer. Desde os volumosos até os pequenos pedaços. Quem é o responsável por este lixo e desta situação?
Este lixo é constituído de garrafas, embalagens, envelopes, sacolas de compra, embalagens, de partes de cigarro, partes de carros, colchões velhos, restos de construção... enfim... de tudo aquilo que as pessoas querem rapidamente se desfazer. Desde os volumosos até os pequenos pedaços. Quem é o responsável por este lixo e desta situação?
Uma revisão nos Códigos de Postura Municipal e nas Leis relacionadas
estabelecidas atualmente no País e sua implantação são medidas emergentes a
serem tomadas. Um exemplo: efetivar a Política Nacional de Resíduos Sólidos –
PNRS –, Lei nº 12.305/10.
O PNRS prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como
proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e constitui de
instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos
resíduos e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos. Ainda instituí
responsabilidades, entre elas, a efetiva comunicação aos cidadãos dos
procedimentos adotados na Limpeza Pública e do Princípio do Poluidor Pagador
que foi adotado recentemente na cidade de Rio de Janeiro.
Publicado impresso no dia 07junho2013, na Gazeta de Caçapava
Publicado impresso no dia 07junho2013, na Gazeta de Caçapava
quinta-feira, 16 de maio de 2013
As cores a que se destinam
Em
declaração recente, o premier italiano diante do caos das cidades
cobertas de lixo do seu país, afirmou: é preciso uma lei com regras
rígidas e severas, contra quem joga lixo na rua. Não distante, observava
as lixeiras dispostas nas estações de trem e dos aeroportos europeus
que embora diferenciadas por cores não continham os seus respectivos
conteúdos. Fato comum no Brasil nos lugares onde as lixeiras coloridas
estão prontas para a segregação.
A
diferenciação por cores do lixo é reconhecida para a coleta seletiva
voluntária em todo o mundo. Utiliza-se o AZUL para o papel, o VERMELHO
para o plástico, o VERDE para o vidro, o AMARELO para o metal, o PRETO
para a madeira, a cor LARANJA para os resíduos perigosos, o BRANCO para
os resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde, o ROXO para resíduos
radioativos, o MARROM para resíduos orgânicos e a cor CINZA para resíduo
geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de
separação.
O
critério da criação dos padrões das cores não é conhecido, mas
certamente quem o determinou buscou induzir a força do hábito nas
pessoas para separar o lixo para a promoção, de uma parte, da reciclagem
que é a tentativa de recuperação da matéria em fim de ciclo para
alimentação em outro processo.
Sabedoria
humana engenhosa para dissimular ou embelezar os males da nossa
existência e atenuar seus efeitos. Esforçamo-nos nós mesmos por agravar a
miséria de nossa condição pois a escolha certa deve ser a não geração
do lixo ou ainda a moderação no ato de consumir, independente da cor a
que o lixo se destina.
No
entanto, este modo de proceder, diferenciando o lixo por cores, tem
foco e alcança objetivo nas esferas que operam visando à consciência
ambiental com a recuperação de quantidades estimáveis de recicláveis.
Estes materiais são encaminhados diretamente a empreendimentos que
trabalham com pré-tratamentos de resíduos, segregando ou transformando o
lixo e assim obtendo matérias primas para outros sistemas produtivos.
Certamente, funcionários e colaboradores destes setores, já
disciplinados, disseminam maneiras de agir aos outros olhares atrofiados
deste sentido.
Ações
de educação ambiental adicionam-se para alavancar os procedimentos da
Coleta Seletiva. Distribuição de cartilhas, panfletos, folders com
receitas de modos de como jogar o lixo nos recipientes com as cores
padrões são freqüentemente distribuídas a transeuntes, nas escolas e
comunidades dos lugares em que são dispostos. Os desempenhos destas
mobilizações se reduzem, em sua maior porcentagem, em mais lixo pois as
lixeiras diferenciadas em cores permanecem ora vazias ora com lixo
trocado.
Valemos
então, da apreciação da austeridade que, no sentido do bem, encaminham
sobriedade àqueles comportamentos que não são mais comportados que o
necessário à condução da minimização dos efeitos gerados na dinâmica da
nossa civilização que por hora ultrapassam todas as medidas.
Requalificação Urbano-Ambiental de Áreas Periféricas na Cidade de Manaus/AM - Brasil
Lislair Leão
Marques, M.Sc. Engenheira Ambiental e
Tecnóloga da Construção Civil,.
e-mails: lislair@pop.com.br, lislair@yahoo.com.br
Juliane Berber, M.Sc. Arquiteta e
Urbanista
e-mail: julianeberber@terra.com.br
Maurício Carvalho. Arquiteto e
Urbanista
e-mail: carvalhomauricio@hotmail.com
ABSTRACT
Os problemas
urbano-ambientais vêm se agravando nas regiões periféricas da cidade de Manaus/AM-Brasil,
nas últimas décadas, levando ao aumento expressivo de regiões urbanas altamente
desqualificadas, prejudicando o meio ambiente e a qualidade de vida da
população que ocupa essas regiões.
Alguns esforços do
Poder Público em criar Áreas de Preservação Permanente, em função de conter a
expansão desordenada dos bairros e as ocupações ilegais, têm sido tomados. No
entanto, são insuficientes demonstrando a necessidade de ações que viabilizem
de maneira sustentável o desenvolvimento dessas regiões da cidade bem como sua
requalificação em termos sanitários e ambientais.
As áreas urbanas de
periferia já consolidadas na cidade de Manaus, especialmente a Zonas Norte,
Leste e adjacências, apresentam falhas em sua composição morfológica e de
infra-estrutura, como ocupação indevida de terrenos, alta densidade
populacional, baixa porcentagem de área verde, falta de rede de esgoto,
deficiência e/ou inexistência de coleta de lixo e pouco entendimento das questões
e leis urbano-ambientais por parte da comunidade. Grandes glebas de área verde
do município vêm sendo ameaçadas pela contínua expansão dessas ocupações,
gerando, além de degradação progressiva da floresta, baixos índices de
qualidade de vida para a população.
Estabelecer diretrizes que sirvam como instrumentos para
Programas de Políticas Públicas de Requalificação sanitária e ambiental das
áreas de periferia da cidade de Manaus é o objetivo principal do trabalho. Para
chegar os resultados em
primeiro passo, a busca através de uma pesquisa documental e de coleta de dados
em campo, através de questionários a serem aplicados junto à população para que
informações que consolidem um diagnóstico das áreas de intervenção. A seguir,
buscam-se iniciativas para a promoção da Educação Ambiental para o Saneamento
Ambiental, valorizando a participação comunitária. Nesta etapa se fazem
necessários a identificação de lideranças existentes e potenciais que
contribuam para a sensibilização e mobilização em relação às questões
mencionadas.Um grupo de trabalho envolvendo todos os setores da sociedade como
ONGs, centros de ensino e pesquisa, atores de serviços públicos ambientais e de
saneamento para discutir as possíveis soluções, priorização das questões e
responsabilidades de cada ator, dentro de um cronograma de planos e metas.
O desafio de promover o
desenvolvimento social com a preservação e promoção do meio ambiente faz da
Mobilização Social e a Educação Ambiental um dos instrumentos da requalificação
e da gestão sanitária e ambiental das áreas urbanas de invasão e degradadas.
Novos modelos devem levar em conta a participação de todos os atores para o
reconhecimento dos problemas e da busca de soluções e principalmente o
comprometimento daqueles diretamente envolvidos.
Diagnóstico para a gestão integrada dos resíduos na bacia do São Raimundo da cidade de Manaus/AM - Brasil
SIDISA 2008 Conference
Lislair Leão
Marques, M.Sc. Engenheira Ambiental e
Tecnóloga da Construção Civil,.
e-mails: lislair@pop.com.br, lislair@yahoo.com.br
Juliane Berber, M.Sc. Arquiteta e Urbanista
e-mail: julianeberber@terra.com.br
Maurício Carvalho. Arquiteto e Urbanista
e-mail: carvalhomauricio@hotmail.com
Palavras chaves: resíduo sólido; bacia hidrográfica urbana.
1. INTRODUÇÃO
e-mails: lislair@pop.com.br, lislair@yahoo.com.br
Juliane Berber, M.Sc. Arquiteta e Urbanista
e-mail: julianeberber@terra.com.br
Maurício Carvalho. Arquiteto e Urbanista
e-mail: carvalhomauricio@hotmail.com
Palavras chaves: resíduo sólido; bacia hidrográfica urbana.
1. INTRODUÇÃO
A área urbana de Manaus abrange quatro bacias
hidrográficas, todas contribuintes da grande Bacia do Rio Negro. Duas bacias
encontram-se integralmente dentro da cidade Bacia do São Raimundo e Bacia do
Educandos. O Rio Negro, que banha a orla sul da cidade, tem suas nascentes
localizadas na depressão do Orenoco, percorrendo cerca de 1.550km até encontrar
o Solimões, formando o Rio Amazonas, na baía do encontro das águas.
As grandes
transformações sofridas por Manaus, cuja população segundo o IBGE-2000 é de
1.644.690 hab, a partir da implantação da Zona Franca não foram acompanhadas
por uma política de controle ambiental compatível com crescimento urbano. Ao
longo desse processo, os cursos d’agua que foram à cidade transformaram-se em
depósitos de esgotos e resíduos sólidos urbanos.
As
nascentes dos igarapés ainda apresentam condições satisfatórias, próximas às de
ambientes naturais, embora já se observam processos de ocupação em áreas
próximas a suas cabeceiras. Entretanto, nos trechos dos igarapés onde ocorrem
ações antrópicas, as propriedades dos corpos d’agua apresentam intensa
alteração, chegando atingir estado de total descaracterização, em virtude do
pequeno porte e da pouca capacidade de autodepuração das cargas poluidoras.
Isso se deve ao fato desses
igarapés não ser guarnecidos por matas ciliares, na maior partes de seus
percursos, permitindo o carreamento de grande variedade de detritos para suas
calhas, levados pelas águas pluviais. Em conseqüência, ocorrem assoreamento dos
talvegues e a alteração dos canais, além do represamento de águas altamente
poluídas junto às margens, onde se instauram ambientes anoxicos, que provocam a
exalação de odores desagradáveis.
Neves & Tucci, 2003, ressaltam a problemática dos resíduos sólidos
despejados inadequadamente na superfície, atingindo as redes de drenagem
urbana, onde esses se apresentam acumulados nas vizinhanças de shopping
centers, estacionamentos, saídas de fast foods, estações rodoviárias e
ferroviárias, estradas, escolas, parques públicos e jardins, contêineres, locais
de aterros e depósitos de reciclagem. Elas constituem-se principalmente de
materiais manufaturados como garrafas, latas, envelopes de papel e plástico,
jornais, sacolas de compras, embalagens de cigarro, mas também partes de
carros, restos de construção e colchões velhos. Estes, após alcançarem à rede
de drenagem, são transportados através dos condutos, arroios, rios, lagos e
estuários até eventualmente alcançarem o mar, nas cidades litorâneas.
Frequentemente podem permanecer fixos na vegetação ao longo das margens dos
arroios, rios ou lagos, ou espalhados ao longo das praias.
Brites, 2005, relata que os resíduos nos corpos de água urbanos causam má
aparência, perturbam o habitat natural, degradam a qualidade da água, aumentam
a propagação de doenças, podem causar a morte de animais aquáticos, além de
impedirem o funcionamento hidráulico dos sistemas de drenagem. Uma maior
preocupação sobre a quantidade de resíduos que atingem os corpos de água vem
acontecendo. Embora, estes impactos estejam recebendo maiores atenções, poucos
estudos foram realizados nesta área.
2.
OBJETIVO
Apresentar
um diagnóstico da situação do saneamento e sócio-econômica da população
residente na área da Bacia do São Raimundo que se localiza na área urbana da
cidade de Manaus. Este diagnóstico servirá de base para as decisões da gestão
integrada dos resíduos e das águas na bacia.
3.
METODOLOGIA
Considerando os dados do
ATLAS DO DESENVOLVIMENTO DE MANAUS-PNUD-2006 e os dados compilados diariamente
das atividades da Secretaria Municipal de Limpeza Pública – SEMULSP, através
dos setores de Geoprocessamento e de Estatítica foram realizados cruzamentos e
correlações.
Para as análises foram
adotados seguintes critérios contidos na tabelas a seguir. Com a redução dos
dados pudemos cruzar os graus dos serviços de saneamento e das condições sócio
econômicas e desse modo realizar estudos da realidade da Bacia do São Raimundo.
Tabela 1: Graus de redução
para o componente de renda do chefe da família
Critério
|
Intervalo
|
População
correspondente(%)
|
Baixo
|
£ R$ 400,00
|
42,69%
|
Média
|
R$ 400,00< renda< R$800,00
|
39,47%
|
Alta
|
³ R$ 800,00
|
17,84%
|
Tabela 2: Graus de redução
para o componente do serviço de coleta do resíduo
Critério
|
Intervalo
|
População
correspondente(%)
|
Baixo
|
£
0,85
|
36,33%
|
Média
|
0,85< serviço de coleta < 0,90
|
49,60%
|
Alta
|
³
0,90
|
14,07%
|
Tabela 3: Graus de redução
para o componente de abastecimento de água
Critério
|
Intervalo
|
População correspondente
(%)
|
Baixo
|
£ 0,60
|
39,37%
|
Média
|
0,60< abastecimento< 0,90
|
17,94%
|
Alta
|
³ 0,90
|
42,69%
|
Tabela 4: Graus de redução
para o componente de rede de esgoto
Critério
|
Intervalo
|
População correspondente
(%)
|
Baixo
|
£ 0,40
|
39,70%
|
Média
|
0,60< rede< 0,90
|
17,61%
|
Alta
|
³ 0,15
|
42,69%
|
Tabela
5: Graus de redução para a componente geração per capta de resíduos doméstico
Critério
|
Intervalo
|
População
correspondente(%)
|
Baixo
|
£ 0,561 kg/dia
|
11,55 %
|
Média
|
0,561 kg/dia < geração< 0,951 kg/dia
|
31,14%
|
Alta
|
³ 0,951 kg/dia
|
57,31%
|
4.
RESULTADOS
![]() |
| Gráfico 1: Saneamento nos setores da Bacia do São Raimundo |
A Bacia do
São Raimundo possui uma área de 117,95km2 e está inserido nesta pelo
menos 1.193.943hab, segundo o IBGE-2000. Parcela desta população, 509.712hab
(42,79%) o chefe da família possui renda abaixo de R$400,00 e 212.968hab
(17,84%) o chefe de família possui renda superior a R$800,00. O gráfico1, por
zoneamento, ilustra e relaciona os índices de abastecimento, rede de esgoto e
serviço de limpeza pública na bacia do São Raimundo.
Verificamos que 470.072hab,
que equivale a 39,37%, é atendida em mais de 90% do serviço de abastecimento de
água e 509,712hab42,69%) abaixo de 60%. O serviço de rede de esgoto 509.712hab
tem atendimento menor que 15% de rede coletora e 473.966hab(39,79%) é atendida
em mais de 40% com o serviço.
5. CONCLUSÕES
O comportamento da população
residente na Bacia do São Raimundo, Manaus, em relação à geração de resíduos
sólidos, correlacionados as condições socioeconômicas e de saneamento na bacia
se mostra, por setores, bastante diferenciados.
Percebe-se que em setores
mais densos da bacia e de infraestrutura urbana estabelecida, como por exemplo,
o abastecimento de água, instalação de rede de esgoto e a implantação de coleta
seletiva, o atendimento dos serviços de coleta do resíduo urbano é alta. O
aumento de resíduo no curso do rio aumenta com a urbanização e a classe de
melhor renda gera maior quantidade de resíduo per capta e também é mais bem
atendida no serviço de coleta e isto se deve à consolidação da infraestrutura
urbana.
Independente da condição de
abastecimento de água e de serviço de rede coletora de esgoto a coleta per
capta de resíduo é realizada, pelo menos em níveis baixo. No seguimento
populacional da bacia que tem serviço de coleta regular acima de 90%,
observa-se que mais de um quarto desta população tem geração per capta diária
de 0,562 kg.
6. REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
ATLAS
MUNICIPAL – Desenvolvimento Humano em Manaus.Governo do Estado do Amazonas, SEPLAN, Prefeitura
Municipal de Manaus, PNUD e Fundação João Pinheiro. 2006.
BRITES,
A. P. Z.; Avaliação da Qualidade da Água
e dos Resíduos Sólidos no Sistema de Drenagem Urbana. Dissertação de
Mestrado em
Engenharia Civil, Universidade Federal de Santa Maria, Santa
Maria, RS – 2005
NEVES, M.G.F.P.; TUCCI, C.E.M.; Gerenciamento
Integrado em Drenagem
Urbana: Quantificação e Controle de Resíduos Sólidos. In:
XV Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos / ABRH, Curitiba, 2003.
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