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sábado, 29 de junho de 2013

Transferindo problemas

Uma reflexão interessante para a semana de meio ambiente pode ser voltada à questão do lixo. Ele está solto em qualquer parte do planeta Terra e tem sido freqüente nas mídias a descoberta do “sétimo continente” localizado no Pacífico entre o Havaí e o Estado americano da Califórnia. Em vasta área, milhões de tonelada de lixo formam uma ilha de detritos de plásticos que concentrados em forma de placa flutuam no oceano. Cientistas começam a estudar esta ilha e seus impactos. Os plásticos são provenientes das correntes da costa marítima após serem carreados pelos rios, córregos, arroios... Por estar longe da costa dos países da região, nenhuma nação a toma como responsabilidade para solucionar o problema.

Um cidadão, no simples ato de se livrar de um papel que envolve um doce, por exemplo, já é um contribuinte para que esta ilha se forme. Um papel de bala solto se junta com outros materiais inadequadamente dispostos. Estes vão se acumulando nas ruas, nos terrenos baldios, nos estacionamentos, nas escolas e áreas públicas, nas estações rodoviárias, nas estradas e locais de destinação dos mesmos. Nestes locais, eles permanecem até serem removidos ou transportados pelo vento ou pela chuva atingindo a drenagem urbana e daí serem transportados nos condutos, arroios, rios, lagos até atingirem a foz dos rios ou orla dos oceanos e assim entrando nas correntes marítimas.

Este lixo é constituído de garrafas, embalagens, envelopes, sacolas de compra, embalagens, de partes de cigarro, partes de carros, colchões velhos, restos de construção... enfim... de tudo aquilo que as pessoas querem rapidamente se desfazer. Desde os volumosos até os pequenos pedaços. Quem é o responsável por este lixo e desta situação?
 

Uma revisão nos Códigos de Postura Municipal e nas Leis relacionadas estabelecidas atualmente no País e sua implantação são medidas emergentes a serem tomadas. Um exemplo: efetivar a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS –, Lei nº 12.305/10.

O PNRS prevê a prevenção e a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e constitui de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos. Ainda instituí responsabilidades, entre elas, a efetiva comunicação aos cidadãos dos procedimentos adotados na Limpeza Pública e do Princípio do Poluidor Pagador que foi adotado recentemente na cidade de Rio de Janeiro.

Publicado impresso no dia 07junho2013, na Gazeta de Caçapava
 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

As cores a que se destinam

Em declaração recente, o premier italiano diante do caos das cidades cobertas de lixo do seu país, afirmou: é preciso uma lei com regras rígidas e severas, contra quem joga lixo na rua. Não distante, observava as lixeiras dispostas nas estações de trem e dos aeroportos europeus que embora diferenciadas por cores não continham os seus respectivos conteúdos. Fato comum no Brasil nos lugares onde as lixeiras coloridas estão prontas para a segregação.

A diferenciação por cores do lixo é reconhecida para a coleta seletiva voluntária em todo o mundo. Utiliza-se o AZUL para o papel, o VERMELHO para o plástico, o VERDE para o vidro, o AMARELO para o metal, o PRETO para a madeira, a cor LARANJA para os resíduos perigosos, o BRANCO para os resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde, o ROXO para resíduos radioativos, o MARROM para resíduos orgânicos e a cor CINZA para resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação.

O critério da criação dos padrões das cores não é conhecido, mas certamente quem o determinou buscou induzir a força do hábito nas pessoas para separar o lixo para a promoção, de uma parte, da reciclagem que é a tentativa de recuperação da matéria em fim de ciclo para alimentação em outro processo.

Sabedoria humana engenhosa para dissimular ou embelezar os males da nossa existência e atenuar seus efeitos. Esforçamo-nos nós mesmos por agravar a miséria de nossa condição pois a escolha certa deve ser a não geração do lixo ou ainda a moderação no ato de consumir, independente da cor a que o lixo se destina.

No entanto, este modo de proceder, diferenciando o lixo por cores, tem foco e alcança objetivo nas esferas que operam visando à consciência ambiental com a recuperação de quantidades estimáveis de recicláveis. Estes materiais são encaminhados diretamente a empreendimentos que trabalham com pré-tratamentos de resíduos, segregando ou transformando o lixo e assim obtendo matérias primas para outros sistemas produtivos. Certamente, funcionários e colaboradores destes setores, já disciplinados, disseminam maneiras de agir aos outros olhares atrofiados deste sentido.

Ações de educação ambiental adicionam-se para alavancar os procedimentos da Coleta Seletiva. Distribuição de cartilhas, panfletos, folders com receitas de modos de como jogar o lixo nos recipientes com as cores padrões são freqüentemente distribuídas a transeuntes, nas escolas e comunidades dos lugares em que são dispostos. Os desempenhos destas mobilizações se reduzem, em sua maior porcentagem, em mais lixo pois as lixeiras diferenciadas em cores permanecem ora vazias ora com lixo trocado.

Valemos então, da apreciação da austeridade que, no sentido do bem, encaminham sobriedade àqueles comportamentos que não são mais comportados que o necessário à condução da minimização dos efeitos gerados na dinâmica da nossa civilização que por hora ultrapassam todas as medidas.

Artigo editado em Lar & Cia - Amazonas em Tempo em 05/12/08.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Avaliação de um Ano de Educação Ambiental na Feira da Panair de Manaus

Prêmio: Experiencia Bem Sucedida

INTRODUÇÃO
No final de 2005, a Secretaria Municipal de Limpeza Pública, juntamente com o Ministério Público Federal, VII COMAR, INFRAERO e IBAMA, coordenou e executou o Plano de Educação Ambiental na Feira da Panair que tem como objetivo principal acondicionar corretamente o resíduo resultante da feira e assim ter o controle da população dos urubus no local e da área do Aeroporto Ponta Pelada.
O Plano com uma abrangência estimada para 150 mil pessoas, permanentes na feira ou itinerantes, residentes em Manaus ou procedentes de várias cidades dos estado do Amazonas, foi planejado para um ano. Foram realizadas abordagens diretas e indiretas de educação ambiental, pesquisas e ações comunitárias. 

OBJETIVO
O presente artigo apresenta uma avaliação das atividades de educação ambiental realizada na Feira da Panair, visando a continuidade e a melhoria das atividades para que o comportamento dos feirantes e usuários, quanto o acondicionamento e destino dos resíduos, sejam adequadas e consolidadas. 

METODOLOGIA
Para a avaliação do Plano de Educação Ambiental na Feira da Panair, foram realizados várias pesquisas com os feirantes e usuários para que se ter uma noção da percepção quanto a transformação da limpeza da feira no período de um ano de atividade.
Também foi realizado um fórum ao final de um ano de atividade, com os representantes das instituições parceiras e do público interessado para um debate dos objetivos alcançados e a serem atingidos.

RESULTADOS
A Feira da Panair é um complexo formado por setores de venda de produtos de hortas, frutas e de pescado. Comporta ainda, dois terminais: o Terminal Pesqueiro de Manaus e a Balsa do Feirante. O fluxo diário é estimado de 20 mil pessoas. Operações de sensibilização, mutirões de limpeza, ações de cidadania de atenção à saúde e de fiscalização foram realizadas.
Durante o período de realização das atividades pode-se registrar os seguintes aspectos do plano: 
  • Cooperação Institucional identificada pelas instituições parceiras do projeto e principalmente pela participação das diversas Secretarias da Prefeitura de Manaus nas operações realizadas;
  • Replicabilidade dada pela quantidade de solicitações para a realização das atividades em outras feiras localizadas no perímetro urbano de Manaus;
  • Mobilização e Promoção da Inclusão Social realizada pela ação realizada na área da feira, onde foi proporcionada a oportunidade de extração de documentos, corte de cabelo e de vacinas;
  • Promoção à Saúde Pública oferecida na ação realizada com médicos e odontólogos para os feirantes e usuários da feira;
  • Proteção Ambiental com orientação e distribuição de mudas de árvores alem da orientação para a limpeza da orla;
  • Integração dos conhecimentos foi caracterizado pela participação em Seminários Nacionais e Internacionais relatando os resultados das atividades de educação ambiental, bem como da seleção do Plano como experiência exitosa pela FUNASA e Ministério das Cidades e ainda da realização de um Seminário de Avaliação do Plano de Educação Ambiental na Feira da Panair;
  • Promoção do Direito da Cidade aconteceu quando nas pesquisas acusaram que poder-se-ia encaminhar as devidas instituições competentes para que o ambiente da feira fosse melhorado;
  • Sustentabilidade e Continuidade registrada pela disposição e atenção permanente para o comportamento dos feirantes e usuários quanto ao manejo dos resíduos sólidos.
CONCLUSÕES
Os impactos positivos esperados: postura adequada dos feirantes quanto a procedimentos corretos para evitar os desperdício de alimentos; nova percepção dos feirantes quanto noções básicas de saneamento; atendimento dos objetivos foi atingido e não foram observados impactos negativos quanto à resistência dos feirantes à nova postura quanto à destinação dos resíduos orgânicos e resistência dos feirantes às equipes de trabalho.
Continuidade das atividades deverão ser realizadas para que a parcela da população que não foi atendida tenha oportunidade de obter os conhecimentos oferecidos e para que se consolide comportamento adequado quanto o manejo e destino correto do resíduo sólido.
As atividades continuarão por mais um ano intensificando-se: operações de fiscalização; mobilização da comunidade local; mobilização nas comunidades escolares; incentivo a coleta seletiva; minimização do desperdício; acompanhamento em outras feiras; estudos da biologia dos urubus e aplicação de indicadores de avaliação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

COHEN, S. C.; Habitação Saudável como um Caminho para a Promoção da Saúde. Tese de Doutorado, Rio de Janeiro: Escola Nacional de Saúde Pública, Fundação Osvaldo Cruz. 2004.

MARQUES, L. L et al. Educação Ambiental na Feira da Panair. Mostra de Estudos e Pesquisas – FUNASA – In. III Seminário Internacional de Engenharia e Saúde Pública, Fortaleza, pág. 535-541. 2006.

PROGRAMA DE MODERNIZAÇÃO DO SETOR SANEAMENTO. SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES SOBRE SANEAMENTO: diagnóstico do manejo de resíduos sólidos urbanos – Brasília: MCIDADES. SNSA: IPEA, 2005. 350p.

Artigo aprovado para:
24º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental

02 a 07 de setembro de 2007 - Belo Horizonte – MG – Brasil

A paisagem urbana do centro de Manaus

É na tranqüilidade do domingo à tarde, quando os cidadãos descansam da sua jornada de trabalho que saio a olhar o centro da cidade. Manaus do lugar de trabalhar e apreender. Viver e viajar. Lugar de tempo perdido e de esperança. Tão rica e tão desprovida.

Percebo que o novo modo de ser nos faz afeiçoados à agitação e a constância e outras qualidades já não nos apetecem. Meus olhos seguem em direção de edificações centenárias e o encantamento brilha. Logo mais, está uma construção nada bacana, mas funcional ao seu objeto comercial que em sua grande parte caracteriza o centro histórico.

É na ausência do movimento dos trabalhadores e transeuntes que a cidade se apresenta mais dinâmica na sua paisagem urbana. O novo comprimindo o velho numa mistura apática. Os comércios lícitos e ilícitos compõem a transformação urbana redesenhando o espaço público. Tudo parece tão descartável, empenhamos nossas vontades à urbanidade e a memória que constrói nossa identidade se esvai.

É na diversidade de seus vastos aromas e sabores que encontramos nas feiras coisas e espaço da terra a serem apreciadas e enriquecidas. Já as edificações escolares e os museus se sobressaem em detalhes e cores, lugares pra estimular a criatividade e indispensável para o crescimento de cada geração.
Quando chegamos a Matriz Nossa Senhora da Conceição encontramos símbolos que devidamente abordam as questões dos valores humanos. Lugar de estratificação histórica e de inspiração. Uma bela paisagem que tem mantido intacto o relacionamento com a memória através da arquitetura que mostra forte sensibilidade à atenção à beleza.

O aspecto multicultural é reconhecido quando percorremos o trajeto do Porto da Manaus Moderna até a Praça São Sebastião. Pessoas de todos os lugares estão a captar as impressões principalmente do magnificente Teatro Amazonas. Em seu entorno, percebemos um espaço já reconstituído e apraz de deleite quando nesse presenciamos os mais belos espetáculos do mundo.

Lugares em que as pessoas passam dia após dia também despertam impactos. A disposição de ambientes pode gerar solidão, bem-estar ou desconforto. Nos espaços de convivência comum vemos os equipamentos urbanos que se inserem nas calçadas e praças, quase na sua totalidade inadequadamente, e mal conservados. Temos como exemplos os telefones públicos, floreiras, lixeiras e containeres cobertos de lixo por dentro e por fora, horas a fio.

Ainda vemos casas, bares, hospitais, hotéis e muito mais. A perspectiva de sustentabilidade urbana do centro de Manaus, ao meu olhar, abrange estratégias de desenvolvimento que prioritariamente integrem o patrimônio histórico e a necessidade emergente funcional, a gestão ambiental e territorial. Também é prioritária a interligação do transporte urbano em uma logística que aporte outros serviços em sua área de convergência.

Isso para que o manauara possa viver um tempo não só produtivo mas onde a emoção e a riqueza seja instrumento de uma nova convivência.

Artigo publicado em Lar & Cia - Amazonas em Tempo em 05/09/08

Distinguir é preciso!

A natureza humana é mesmo surpreendente. Ao atingirmos um nível razoável de liberdade e acesso a informação, a intimidade do lixo e luxo muito se aproxima. Lixo, por hora, tesouro estripado pelas pessoas de extrema privação e luxo: adorno dos espíritos afoitos de pretensão. Esse tem uma vida apreciada e longa àquele, também elaborado, bruscamente descartado.

De fato, tomando ambos como coisa, não há diferença. A trajetória do nascer e o morrer de uma coisa, da mais elaborada a menos bruta, envolve sempre a obtenção de um recurso, processo de fabricação, distribuição, uso e descarte final. Em cada uma destas etapas estão estruturalmente ligados a sua condição a sociedade, a cultura, a economia e o meio ambiente.

Todo recurso, seja mineral, celulose, cereal, proteína animal ou água, é extraído da Terra. A velocidade de exploração destas matérias nas últimas décadas é alarmante. Mais da terça parte dos recursos não renováveis do planeta já foram dizimados.
Os modelos atuais dos processos produtivos dos bens de consumo ainda poluem o solo, o ar e os cursos d’água, colocando o nosso planeta em alerta, além de grande parte das indústrias se valerem da mão de obra barata e de relações trabalhistas deficientes. O mesmo acontece com a distribuição dos produtos já prontos, que envolvem infra-estruturas de transporte e mais consumo de energia.

A partir daí, as coisas prontas e embaladas são postas à disposição do frenesi do consumo. Não importa, lixo ou luxo, compulsivamente se compra e já não mais se distingue a origem, os processos, a matéria, os meios com que chegaram, os símbolos, as letrinhas dos rótulos e os preços.

O filtro se faz necessário, pois nossa agenda diária já não nos permite que o faça. A futilidade ou frugalidade das compras também pouco se leva em conta, pois, na verdade, o que se importam é que se tenha. Desse modo, deixamos de ser ao se cercar de coisas que tão logo são descartadas.

O destino final das coisas é problema que está para ser solucionado em todos os países do nosso planeta. A incineração, disposição no solo ou a recuperação: pouco se sabe e muito se discute. Enquanto isso, uma quantidade inestimável de lixo nos cerca, salvo algumas atitudes como as dos catadores que, por necessidade, se valem deste precioso material.

Assim, embrulhados estamos, envoltos à máscara feita embalagem que acobertam nossos apetites e estilo de vida. Embora logo possamos ser novamente manipulados e também descartados, já não distinguimos o que compramos. Como já diz Lenine: será que é tempo que me falta pra perceber?

Artigo editado em Lar & Cia - Amazonas em Tempo em 07/11/08

A ecologia da paisagem urbana

A cidade deve nos acolher em uma dimensão espacial e temporal que nos garanta condições adequadas para o trabalho, para alimentar-se, relacionar-se, divertir-se e estimular nossa essência afetiva. Um lugar para viver, habitar, viajar, aprender, desejar e também de memória.

O uso de materiais e energia para que a cidade provenha a sua função deve prever os recursos, a paisagem, a sociedade, a cultura e a história com a máxima eficiência. Porém, a emergência ambiental urbana associada ao atual modelo do comportamento humano impõe uma infra-estrutura urbana de interferência e de afinidades.

No centro da cidade de Manaus encontramos, como exemplo, os espaços riquíssimos de edificações históricas esmagados pela nova necessidade funcional do comércio que re-desenha e delimita o espaço de convivência comum. Verificamos também serviços essenciais que vêm como pacotes embrulhados de outros modelos urbanos que nem sempre se coadunam com a realidade local como percebemos na logística adotada no transporte.

A cidade moderna é funcional e dinâmica mas perde a dimensão humana. Um exemplo disso é a exclusão dos serviços públicos como o de lazer na periferia e a inserção de equipamentos urbanos em sua maioria dispostos inadequadamente nos bairros onde a administração pública tem maior atenção.

Vemos neste caso, as paradas de ônibus, os telefones públicos, floreiras, lixeiras e os containeres de lixo que estão em todos os lugares, sem qualquer cuidado e integração com a paisagem, seja um lugar moderno, contemporâneo ou antigo. Podemos ainda adicionar a tudo isso a falta de gestão pública integrada para administrar a segurança e limpeza destes espaços.

Reconhecemos assim a política da diferença e a dependência do espaço urbano da relação de poder.

No entanto, casa, espaço coletivo, cidade é a nossa identidade que devemos construir, cuidar e agir a cada dia. Porém, nossa agenda diária é cheia e precisamos logo nos refugiar em casa para recuperar energia e repetir uma jornada sucessiva. De volta ao trabalho passamos alheios aos espaços individuais e coletivos e não vemos o quanto à degradação ambiental urbana nos cerca.

Nesta roda viva, a velocidade do dia a dia nos faz mandar para os ares a emoção. Vivemos crises econômicas, ambientais e o caos que é a cidade hoje. O sistema é complexo e nossa percepção alhures. Estamos muito longe, alheios, sem sentimento e interação com o que nos cerca.

Entretanto, tudo isto nos é inerente e essa é a impressão que deixamos como marca da nossa geração pois da responsabilidade histórica é que nasce a maturidade e a força da consciência.

Artigo publicado em 20/11/08 na Revista Universo.