No final de 2005, a Secretaria
Municipal de Limpeza Pública, juntamente com o Ministério Público Federal, VII
COMAR, INFRAERO e IBAMA, coordenou e executou o Plano de Educação Ambiental na
Feira da Panair que tem como objetivo principal acondicionar corretamente o
resíduo resultante da feira e assim ter o controle da população dos urubus no
local e da área do Aeroporto Ponta Pelada.
O Plano com uma abrangência
estimada para 150 mil pessoas, permanentes na feira ou itinerantes, residentes
em Manaus ou procedentes de várias cidades dos estado do Amazonas, foi
planejado para um ano. Foram realizadas abordagens diretas e indiretas de
educação ambiental, pesquisas e ações comunitárias.
OBJETIVO
OBJETIVO
O
presente artigo apresenta uma avaliação das atividades de educação ambiental
realizada na Feira da Panair, visando a continuidade e a melhoria das
atividades para que o comportamento dos feirantes e usuários, quanto o
acondicionamento e destino dos resíduos, sejam adequadas e consolidadas.
METODOLOGIA
METODOLOGIA
Para
a avaliação do Plano de Educação Ambiental na Feira da Panair, foram realizados
várias pesquisas com os feirantes e usuários para que se ter uma noção da
percepção quanto a transformação da limpeza da feira no período de um ano de
atividade.
Também
foi realizado um fórum ao final de um ano de atividade, com os representantes
das instituições parceiras e do público interessado para um debate dos
objetivos alcançados e a serem atingidos.
A Feira da Panair é um complexo
formado por setores de venda de produtos de hortas, frutas e de pescado.
Comporta ainda, dois terminais: o Terminal Pesqueiro de Manaus e a Balsa do
Feirante. O fluxo diário é estimado de 20 mil pessoas. Operações de
sensibilização, mutirões de limpeza, ações de cidadania de atenção à saúde e de
fiscalização foram realizadas.
Durante o período de realização
das atividades pode-se registrar os seguintes aspectos do plano:
Os impactos positivos esperados: postura adequada dos feirantes quanto a procedimentos corretos para evitar os desperdício de alimentos; nova percepção dos feirantes quanto noções básicas de saneamento; atendimento dos objetivos foi atingido e não foram observados impactos negativos quanto à resistência dos feirantes à nova postura quanto à destinação dos resíduos orgânicos e resistência dos feirantes às equipes de trabalho.
- Cooperação Institucional identificada pelas instituições parceiras do projeto e principalmente pela participação das diversas Secretarias da Prefeitura de Manaus nas operações realizadas;
- Replicabilidade dada pela quantidade de solicitações para a realização das atividades em outras feiras localizadas no perímetro urbano de Manaus;
- Mobilização e Promoção da Inclusão Social realizada pela ação realizada na área da feira, onde foi proporcionada a oportunidade de extração de documentos, corte de cabelo e de vacinas;
- Promoção à Saúde Pública oferecida na ação realizada com médicos e odontólogos para os feirantes e usuários da feira;
- Proteção Ambiental com orientação e distribuição de mudas de árvores alem da orientação para a limpeza da orla;
- Integração dos conhecimentos foi caracterizado pela participação em Seminários Nacionais e Internacionais relatando os resultados das atividades de educação ambiental, bem como da seleção do Plano como experiência exitosa pela FUNASA e Ministério das Cidades e ainda da realização de um Seminário de Avaliação do Plano de Educação Ambiental na Feira da Panair;
- Promoção do Direito da Cidade aconteceu quando nas pesquisas acusaram que poder-se-ia encaminhar as devidas instituições competentes para que o ambiente da feira fosse melhorado;
- Sustentabilidade e Continuidade registrada pela disposição e atenção permanente para o comportamento dos feirantes e usuários quanto ao manejo dos resíduos sólidos.
Os impactos positivos esperados: postura adequada dos feirantes quanto a procedimentos corretos para evitar os desperdício de alimentos; nova percepção dos feirantes quanto noções básicas de saneamento; atendimento dos objetivos foi atingido e não foram observados impactos negativos quanto à resistência dos feirantes à nova postura quanto à destinação dos resíduos orgânicos e resistência dos feirantes às equipes de trabalho.
Continuidade
das atividades deverão ser realizadas para que a parcela da população que não
foi atendida tenha oportunidade de obter os conhecimentos oferecidos e para que
se consolide comportamento adequado quanto o manejo e destino correto do
resíduo sólido.
As atividades continuarão por
mais um ano intensificando-se: operações de fiscalização; mobilização da
comunidade local; mobilização nas comunidades escolares; incentivo a coleta
seletiva; minimização do desperdício; acompanhamento em outras feiras; estudos
da biologia dos urubus e aplicação de indicadores de avaliação.
COHEN, S. C.; Habitação Saudável como um Caminho para a
Promoção da Saúde. Tese de Doutorado, Rio de Janeiro: Escola Nacional de
Saúde Pública, Fundação Osvaldo Cruz. 2004.
MARQUES, L. L et al. Educação Ambiental na Feira da Panair. Mostra
de Estudos e Pesquisas – FUNASA – In. III Seminário Internacional de Engenharia
e Saúde Pública, Fortaleza, pág. 535-541. 2006.
PROGRAMA DE MODERNIZAÇÃO DO
SETOR SANEAMENTO. SISTEMA NACIONAL DE INFORMAÇÕES SOBRE SANEAMENTO: diagnóstico
do manejo de resíduos sólidos urbanos – Brasília: MCIDADES. SNSA:
IPEA, 2005. 350p.
Artigo aprovado para:
Artigo aprovado para:
24º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental
02 a
07 de setembro de 2007 - Belo Horizonte – MG – Brasil
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