Oito renomeados diretores internacionais de cinema: Jane Campion,
Mira Nair, Gael Garcia Bernal, Jan Kounen, Gaspar Noé, Abderrahmane
Sissako, Gus Van Sant e Wim Wenders uniram esforços na luta contra a
pobreza, dividiram e somaram suas visões no filme “8” cuja produção é
carregada de emoção, comoção e apelo ao tratarem das oito metas do
milênio.
As metas foram aprovadas, em 2000, por 191 países da
ONU, em Nova Iorque, na maior reunião de dirigentes mundiais de todos os
tempos. Estiverem presentes 124 Chefes de Estado e de Governo,
inclusive o Brasil, que se comprometeram a cumprir os oito objetivos até
o ano 2015.
Eis as metas: acabar com a fome e a miséria;
educação básica e de qualidade para todos; igualdade entre sexos e
valorização da mulher; reduzir a mortalidade infantil; melhorar a saúde
das gestantes; combater a aids, a malária e outras doenças; qualidade de
vida e respeito ao meio ambiente e todo mundo trabalhando pelo
desenvolvimento.
Embora haja muita falácia e erro amplamente
difuso na interpretação de dados estatísticos nos relatórios que apontam
os números da fome e da miséria no mundo, ao se passar oito anos da
proposta, a gravidade do não enfrentamento por parte de todos para o
alcance das metas é insolente. Não se trata apenas da falta interesse
global dos dirigentes dos países mais ricos mas também, de uma questão
inerente as posturas dos governos locais que regem o seu povo na
carência de um olhar cidadão.
No findar deste ano de 2008,
partindo da constatação que todo o processo natural e humano é uma
matriz comum e inter-relacionada voltemos às metas do milênio e
invocamos a uma reflexão solidária na tentativa de compreender o sistema
em que vivemos.
Pois, cada um de nós tem a sua parcela a dar
na contribuição para um mundo melhor. Por isso para condimentar o nosso
modo de agir e para a vigília de nossos dirigentes, perante as
necessidades da atual civilização, reportamo-nos as setes virtudes
essências que constituem o homem de bem: a Fé, a Esperança, a Caridade, a
Prudência, a Justiça, a Coragem e a Temperança.
Com essa
reflexão saudamos o caro leitor com os votos de um novo ano repleto de
realizações e conclamamos o exercício de mais uma virtude para completar
o número oito de nosso tema, àquela que mais aproxima da grandeza: a
Humildade, tão indispensável nos relacionamentos humanos e para com a
natureza.
Para brindar o nove do ano que se inicia elegemos a
nona virtude: o caminho do Amor, paciente e benigno, seja ele a quê ou a
quem for.
Artigo editado em Lar & Cia - Amazonas em Tempo em 02/01/09
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